O silêncio de um recém-nascido carrega uma profundidade que poucas coisas no mundo conseguem replicar. É um estado de entrega absoluta, onde a fragilidade e a força se encontram em um equilíbrio perfeito. Ao observar esta imagem, somos imediatamente transportados para aquele instante sagrado de paz, onde o tempo parece ter decidido parar apenas para que pudéssemos contemplar a perfeição dos detalhes. A textura suave da pele, o repouso sereno das pálpebras e o contraste do cabelo escuro sobre o tom neutro criam uma harmonia visual que acalma o olhar e toca a alma de quem vê.
Mas o que realmente torna esta composição extraordinária é o simbolismo contido no toque. As mãos adultas, que surgem nas extremidades superiores, não apenas emolduram o bebê, mas servem como um porto seguro. É a representação visual do amparo, da promessa de cuidado e da conexão geracional que se inicia. Há uma poesia silenciosa na forma como os pequenos dedos do bebê buscam o apoio, revelando que, desde os primeiros dias, a nossa essência é feita de vínculo e pertencimento. A luz, suave e envolvente, parece acariciar a cena, transformando um registro fotográfico em um testemunho de amor universal.
Essa sensibilidade técnica e emocional não passou despercebida por quem entende de arte e técnica fotográfica. Pela capacidade de traduzir a pureza do início da vida com tamanha maestria e respeito, esta obra alcançou um feito memorável: ela atingiu a maior média histórica na categoria newborn do concurso Instinto Criativo. Cada milímetro desse enquadramento reflete uma busca pela excelência que vai além do domínio da câmera; é sobre ter um olhar treinado para enxergar a alma.
Por trás de tamanha delicadeza e desse olhar que agora faz parte da história da fotografia de família, está o talento e a sensibilidade de Fernando Schell.
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Inspire-se em : https://www.instagram.com/fernando_schell?igsh=M3EyNDJ6YWx2bWlu