A coleção de Jana Cunha, que conquistou a maior média na categoria Parto do Instinto Criativo, com a nota 8,33, se destaca pela maneira intensa e verdadeira com que acompanha a jornada do nascimento. Mais do que registrar um único instante, a fotógrafa constrói uma narrativa completa, mostrando a transformação da experiência ao longo de diferentes momentos.
A sequência começa ainda no ambiente de preparação, acompanhando a gestante, a equipe e os familiares. Aos poucos, as imagens revelam a evolução do trabalho de parto, passando pela expectativa, pelo esforço físico, pela entrega e pela emoção. Há registros delicados e silenciosos, mas também fotografias que revelam toda a intensidade e a força desse momento.
Um dos grandes diferenciais da coleção está justamente na diversidade de perspectivas. Jana registra desde pequenos detalhes, como os pés, as mãos e as expressões, até cenas mais amplas que mostram a interação entre a mulher, seu acompanhante e a equipe que a recebe. Essa variedade faz com que a história seja contada de maneira dinâmica, permitindo sentir a passagem do tempo e a transformação das emoções.
E então chega o momento mais aguardado: o nascimento. A presença do bebê muda completamente a atmosfera da sequência. O choro, o primeiro contato, os olhares e o acolhimento aparecem como a conclusão de uma narrativa construída com sensibilidade desde os primeiros momentos.
Com média 8,33, a coleção de Jana Cunha conquista o destaque na categoria Parto por sua capacidade de contar o nascimento de forma documental e, ao mesmo tempo, profundamente humana. É uma coleção que não se limita a mostrar que um bebê nasceu, mas preserva toda a história que aconteceu até aquele encontro, a espera, a força, a emoção e, finalmente, o primeiro instante de uma nova vida.