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Esta é uma imagem que transborda o que a fotografia de família tem de mais precioso: a espontaneidade de um afeto que não pede licença para acontecer. O registro de Roberto Simões, premiado pelo Instinto Criativo, captura um desses lapsos de tempo que, se não fossem congelados pela lente, viveriam apenas na memória terna de quem estava presente. A escolha pelo preto e branco aqui não é apenas estética; ela remove as distrações do mundo colorido para focar no que realmente importa: a conexão pura entre as duas crianças, o detalhe delicado das tranças nos cabelos e a suavidade de um beijo que simboliza todo o cuidado e a amizade que florescem na infância.
O que torna essa fotografia digna de premiação é a sua capacidade de ser, ao mesmo tempo, íntima e universal. Ao olhar para esse abraço e esse gesto de carinho, somos transportados para nossas próprias raízes e para a importância de cultivar esses laços desde cedo. Roberto Simões demonstra uma sensibilidade ímpar ao se posicionar não como um mero observador, mas como um narrador de histórias invisíveis, esperando o ângulo certo onde a luz e a emoção se encontram em perfeita harmonia. É um lembrete visual de que a fotografia de família vai muito além de poses coordenadas; ela é a guardiã dos sentimentos mais genuínos, transformando um instante cotidiano em uma obra de arte que permanecerá viva por gerações
Esta imagem premiada de Roberto Simões é uma verdadeira aula de como a técnica fotográfica, quando aplicada com sensibilidade, serve como ponte para a emoção pura. O uso do preto e branco é o primeiro grande acerto técnico, pois ao eliminar a saturação cromática, o fotógrafo guia o nosso olhar diretamente para as texturas e para o contraste de luz e sombra. Note como a iluminação lateral suave destaca o relevo das tranças e a delicadeza dos fios de cabelo, criando uma tridimensionalidade que quase nos permite sentir a proximidade entre as duas crianças. Essa profundidade de campo bem controlada isola o momento principal, mantendo o fundo em um desfoque sutil que não compete com a narrativa central, mas dá o contexto necessário de intimidade.
Além da composição tonal, o enquadramento escolhido por Roberto demonstra um domínio do “momento decisivo”. A decisão de fechar o plano nos rostos, priorizando o toque e a expressão serena, cria uma tensão positiva que prende a atenção do espectador no ponto de maior conexão. Há um equilíbrio visual impecável entre o movimento das mechas de cabelo, que trazem uma fluidez orgânica para a foto, e a estabilidade do gesto de carinho. Tecnicamente, a imagem apresenta uma excelente transição de cinzas, preservando os detalhes tanto nas altas luzes da pele quanto nas sombras mais profundas do cabelo, o que confere à fotografia uma qualidade atemporal, digna dos grandes registros documentais de família que o Instinto Criativo busca celebrar.
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